Colunista Eudes Benício: “O prato está cheio”

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O prato está cheio!

Se o assunto for política, amigos, temos uma verdadeira “fartura temática”. Tem assunto para todo lado, da esquerda à direita. Arrisco dizer que o Brasil viva um dos mais movimentados (se não O mais) momentos eleitorais da breve história de sua democracria.

No mar da política, estamos no meio de uma onda de incertezas. Até outubro há muito que acontecer e vamos saber quem vai conseguir surfar e chegar “vivo” nas urnas. Já temos 14 pré-candidatos à presidência do Brasil. É mais que um time de futebol. Claro, esse número deve diminuir, mas deixa claro as imprevisibilidades. Algo esperado após o impeachment da presidente Dilma e da rasteira popularidade do atual presidente. Abriu espaço para essa turma.

Aqui na nossa Bahia a promessa era de uma polarização ferrenha. De um lado o governador Rui Costa buscando a recondução ao Palácio de Ondina e, no outro, o prefeito de Salvador, ACM Neto, tentando levar o Carlismo de volta ao governo do Estado. Neto passou os últimos anos construíndo caminho pra sua candidatura, liderando o grupo de oposição, se colocando como o único adversário para fazer frente ao Correria, mas arregou na data limite para deixar a prefeitura da capital.

A desmoralização do MDB baiano protagonizada pelos irmão Vieira Lima, a permanência de partidos como PP e PR na base de Rui e, principalmente, os altos indíces de aprovação do governador no interior e (pasmem) na capital são apenas alguns dos golpes que culminaram na rasteira que Neto deu em sua base ao desistir da candidatura. Para muitos, mais diretos e decepcionados, que esperavam ele na cabeça da chapa, foi “covardia” mesmo.

A arregada de ACM Neto, deixando a dura missão de impedir a reeleição de Rui Costa para o então prefeiro de Feira de Santana, José Ronaldo, ecoou em toda a Bahia, inclusive em Campo Formoso. O deputado federal Elmar Nascimento, um dos insatisfeitos, aventou a possibilidade de deixar o DEM e se filiar ao PP, partido do atual vice-governador baiano João Leão.

Seria uma grande surpresa vinda de quem é claramente da atual oposição. Eleitores campoformosenses teriam que presenciar a cena de Elmar Nascimento e Adolfo Menezes pedindo voto no mesmo palco. A verdade é que agora ficou claro que o palanque de maior força, é o que vale para os deputados, será o encabeçado pelo governador.

Ainda assim, não tem essa história de eleição “fácil” ou “vencida”. Sabe aquele jargão do futebol, que “só acaba quando termina”?!

É assunto que não se encerra. Tanto é que não aguentei e voltei.

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Por Eudes Benício


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